Aqui tambem tem verde. Ok, nao se compara com os Neotropicos, mas eh verde hehehe
Algumas fotos da zona rural de Sheffield.
Abracos congelados (-7 graus de noite!!)
"Desejo apenas deixar aqui algumas coisas que escrevo. Algumas coisas que penso. Um pouco do que sinto. Um pouco do que vivo. Um pouco do que deixo de viver. Um pouco do que sou. Um pouco do que sonho ser. Enfim, restos de mim".





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Nunca le perdoné a mi hermano gemelo que me abandonara durante siete minutos en la barriga de mamá, y me dejara allí, solo, aterrorizado en la oscuridad, flotando como un astronauta en aquel líquido viscoso, y oyendo al otro lado cómo a él se lo comían a besos. Fueron los siete minutos más largos de mi vida, y los que a la postre determinarían que mi hermano fuera el primogénito y el favorito de mamá.
Desde entonces salía antes que Pablo de todos los sitios: de la habitación, de casa, del colegio, de misa, del cine ... aunque ello me costara el final de la película. Un día me distraje y mi hermano salió antes que yo a la calle, y mientras me miraba con aquella sonrisa adorable, un coche se lo llevó por delante. Recuerdo que mi madre, al oír el golpe, salió de la casa y pasó ante mí corriendo gritando mi nombre, con los brazos extendidos hacia el cadáver de mi hermano.
Yo nunca la saqué del error.
MEU IRMÃO
Nunca perdoei meu irmão gêmeo, que me abandonou durante sete minutos na barriga de mamãe e me deixou ali, sozinho, aterrorizado na escuridão, flutuando como um astronauta naquele líquido viscoso, enquanto ouvia como o cobriam de beijos do outro lado. Foram os sete minutos mais longos da minha vida, e os que posteriormente determinariam que meu irmão fosse o primogênito, e o preferido de mamãe.
Desde então saía antes de Pablo de todos os lugares: do quarto, de casa, do colégio, da missa, do cinema... ainda que isso me custasse o fim do filme. Um dia me distraí, meu irmão saiu para a rua antes de mim, e enquanto me olhava com aquele sorriso adorável um carro o atropelou. Lembro que minha mãe, ao ouvir o golpe, saiu de casa e passou por mim gritando meu nome, com os braços estendidos para o cadáver de meu irmão.
Eu nunca lhe disse a verdade.
Lírios são flores tão belas
Lindos são os pássaros no campo
Lilás é o céu nos meus sonhos
Lilian tu és meu encanto
Libélulas voando em duplas
Lideram a dança no ar
Liberam movimentos ousados
Lilian quero te abraçar
Límpidos rios de águas claras
Ligeira é a brisa do mar
Lírico canto das ondas
Lilian quero te beijar
Não quero mais
Essa vida morna
O tempo passa amor
E esse amor também
Em breve vou embora,
Pra nunca mais voltar
Você diz que não sabe
Que não quer se arriscar
Mas teus olhos na multidão
Insistem a me procurar
Que pretendes com isso?
Confirmar que estou a te esperar?
Se perguntas se estou bem
Sim, estou meu bem
Mas há um grande porém
Quando digo que te quero
Não é para uma noite e nada mais
Não é para dizer que amanhã
Estarei ocupado demais
Só te peço querida
Siga aquilo que o seu coração
Sente quando me vê
Por favor, meu bem
Não me deixe
Partir nessa vida sem você
No ano em que o Name it Yourself gravou sua primeira fita-demo (Children Revolution/2000) estava reunido com meus velhos primos em uma daquelas reuniões de família. Ironicamente, meu primo Rinaldinho (ex-anarcopunksocialista) comentou que um dia eu iria “abrir” minha cabeça para outros estilos musicais, que não o hardcore/punkrock. Eu dei risada. Bem, cinco anos depois aqui estou eu admitindo que o Rinaldinho foi um cara de visão. Bem, ele previu. Mas claro que minha cabeça foi sendo aberta aos poucos na faculdade e na vida mansa de São Carlos. Primeiro entram os Beatles (esses graças ao show espetacular da banda The Beatless. Depois, o sertanejo raiz de Tião Carreiro e Pardinho e Léo Canhoto e Robertinho. Os velhos violeiros foram seguidos por Cazuza e o seu Barão Vermelho, Pink Floyd, Jethro Tull... Pois bem! Rinaldinho tinha razão. E, sinceramente, fico feliz que ele tenha tido mesmo. Recentemente, graças a minha sábia amiga Iraima (que em um momento muito oportuno me receitou escutar algumas canções específicas) e a minha amigona Luciana (que me providenciou quase toda discografia) eu enfiei na minha cabeça (e, porque não, no meu coração) Chico Buarque. Seja bem-vindo Chico, acomode-se ao lado da miscelânea musical que levo comigo. Talvez um dia eu te deixe sentar ao lado dos Ramones.
Aproveito para deixar uma letra formidável desse poeta-cantor-compositor-escritor-gênio-brasileiro.
Um beijo em vocês!
Futuros Amantes
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
Ah, mulher
Não seja tola
De acreditar
Que se ele traiu uma vez
Nunca mais trairá
Ah, mulher
Que tem de bom em ser
A moça da vez?
É você...
E mais outras três!
Ah, mulher
Como pode não ver
Que é tudo conversa,
E você ainda cai nessa
De que ele vai te amar?
Ah, mulher
Ah, mulher!
Que tanto espera?
Já passou a hora
De mandá-lo andar
Pô! Mulher!
Abre teus olhos
E vê se enxerga
Que esse cara
Não te merece, mulher!
Tudo queria
Bateu a mão na mesa
Nada conseguiu
As vezes, quando você chora
ninguém observa suas lágrimas...
As vezes, quando você está triste
ninguém observa seu sofrimento...
As vezes, quando você está contente
ninguém observa seu sorriso...
Mas peide apenas uma vez...
Você
Insinuante, estática
Penetra na alma
Emotiva a razão
É viva poesia
Desconcerta conceitos
Inebria sentidos
Sem qualquer palavra
Cala perguntas
Catequiza o cético
Ausente,
Tu és esperança
Presente,
Completa minha vida
Portanto, deixe-me gastar
Todo o tempo do mundo
Traduzindo tudo o que sinto
Em palavras bonitas
Que dedico a você