"Desejo apenas deixar aqui algumas coisas que escrevo. Algumas coisas que penso. Um pouco do que sinto. Um pouco do que vivo. Um pouco do que deixo de viver. Um pouco do que sou. Um pouco do que sonho ser. Enfim, restos de mim".
sexta-feira, janeiro 12, 2007
A Brazilian among the Bretons
Para quem nao sabe estou morando na Inglaterra, praticamente no meio da ilha, em Sheffield.
Entao, acho que o blog vai acabar virando um pequeno diario de viagem.
Abracos e matem a curiosidade!
Marcus
ps. Desculpem me a falta de acentos, mas ainda nao consegui fazer o meu laptop ficar no portugues.
terça-feira, janeiro 02, 2007
sábado, dezembro 16, 2006
"num país onde vale tudo...qualquer coisa pode acontecer"
O único porém, é que a história se passa no Brasil. Esse pequeno detalhe aguçou o patriotismo de milhares de brasileiros, que estão se organizando para impedir que o filme seja exibido no país.
Hoje recebi, pela terceira vez em menos de uma semana, mais uma mensagem pedindo para que eu assine uma petição contra a reprodução e divulgação do filme. No orkut, mais de 2500 cidadãos brasileiros fazem parte da comunidade "Turistas - Sou contra o filme!", onde discutem diariamente (em mais de 30 tópicos) os argumentos para que o filme seja banido do país. Nessa comunidade podemos encontrar a petição oficial para a sua proibição (que já conta com mais de 1600 assinaturas). Mas a onda de repúdio vai mais longe, conquistando inclusive espaço no programa Fantástico, da Rede Globo. E, finalmente, mobilizando a Embratur que se diz "preocupada com os estragos que o filme vai causar à imagem do país", prometendo aumentar os investimentos na divulgação da verdadeira cara do Brasil.
"num país onde vale tudo...qualquer coisa pode acontecer"
Após o escândalo do aumento e quebra do teto salarial do Judiciário, nessa semana tivemos outro presente típico da nossa pátria: deputados federais e senadores aumentaram em 90% o próprio salário.
A notícia é seguida com o aumento do salário nas assembléias legislativas de diversos estados.
Silêncio. Não escuto nenhuma voz. Onde está o arauto da democracia e da ética, mister FHC? Preparando alguma carta de repúdio? Onde está a oposição? Ah, claro apenas três pessoas se opuseram a tal medida! "Felizes são aqueles que podem se autoconceder aumento", nas palavras (irônicas?) do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio
Nesse meio tempo também tivemos outros momentos dignos de repúdio, mas que mostram a "nossa cara":
Adolescentes queimam morador de rua em Mato Grosso
Comandante de Batalhão da PM é preso por ligação com crime organizado
Para Lula, ditadura no Brasil "não foi violenta como a do Chile
Com essa "pequena" amostra me pergunto como é possível um país engolir tudo (por cima e por baixo) em silêncio?
Com manifestações pueris como a petição contra um filme, fazemos por merecer tanta desgraça. Um povo que se mobiliza por causas ridículas, incluindo a mídia e um orgão federal, só pode estar na adolescência, ou então, de brincadeira.
Espero que o filme Turistas passe aqui. Espero que as pessoas que quiserem vê-lo, o façam. Aquelas que não quiserem, fiquem em casa. E espero que aqueles que perdem tempo e energia lutando contra tal banalidade usem o cérebro para algo mais produtivo e parem de lotar minha caixa de mensagens com lixo.
Afinal, num país onde vale tudo, qualquer coisa pode acontecer, não é mesmo?
ps. Falando em turistas, alguém aqui já teve a sensação de que nos sentimos "turistas" no nosso próprio país? Afinal, só ficamos olhando as coisas acontecerem...
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Moving to the Island
Gostaria muito de fazer uma espécie de "diário de bordo" dessa aventura e, talvez, usar esse espaço para isso. Mas não sei, ainda. Tudo vai depender do meu dia-a-dia na Universidade de Sheffield e se eu sobreviverei a pints e pints de cerveja...quente!

Cheers!
sexta-feira, dezembro 01, 2006
A única ferramenta que vocês precisarão
sábado, novembro 18, 2006
Salve a pureza das crianças
Recordo de como gostava de contar piadas e, acredito, tinha êxito no meu pequeno meio social. Hoje em dia não arrisco mais aquelas piadas pré-fabricadas - me parece, inclusive, que elas já estão fora de moda. Piada é coisa de criança. Pelo menos piada bem contada.Talvez seja porque elas ainda não se contaminaram pelo mau-humor dos adultos e pelo hábito politicamente correto (se bem que não coloco a minha mão no fogo pela geração atual, crianças "estranhas"), então qualquer coisa é motivo para risos e diversão. E nada mais bonito e engraçado que a pureza das crianças (como já dizia alguma canção...). Pensando nisso vale a pena rever uma cena da época em que a TV era ao vivo e o falso moralismo não corria solto pela nossa sociedade.
Confiram uma das maiores traquinagens - expontanêa e não premeditada - que já foi vista em rede nacional. É de colocar o Casseta e Planeta e o Pânico na TV no chinelo. Sensacional!
sexta-feira, novembro 17, 2006
Embustes, fraudes e falsificações
Uma peculiariedade dessas mensagens em massa é que elas só têm sucesso por conta de um pequeno detalhe. A pecinha na frente do computador. Eu, você, nós.
Quem nunca recebeu uma mesagem dizendo:
"Repasse essa mensagem para 20 amigos e ganhe o novo notebook da Motorola" ou "CUIDADO MAIOR AMEAÇA DE TODOS OS TEMPOS: VÍRUS INVITE blá blá blá..." ?
Essas mensagens são conhecidas como HOAX (embuste, trapaça). E só servem para coletar um monte de endereços eletrônicos válidos e enxer o saco alheio.
Como eu recebo muitas dessas pragas lá vão algumas dicas para evitá-las:
1) Mensagens com anexos
Regras de segurança básicas = não abra se não conhecer o remetente (aliás se baseando no nome do remetente e/ou da mensagem é possível saber se é algo sério ou não). Se conhecer o remetente, antes de abrir basta colocar o ponteiro do mouse sobre o anexo (vejam bem colocar não é igual a apertar duas vezes!!). Fazendo isso no canto inferior esquerdo do navegador aparecerá o nome completo do arquivo. Olhe para a extensão, ou seja, para as letras que seguem depois do ponto. Se for algo como .exe (um arquivo executável), delete. O truque de colocar o ponteiro em cima vale para atalhos que estejam no corpo da mensagem. Confira se o atalho realmente leva para o endereço que promete.
2) Mensagens indesejadas (Spams)
Nunca responda uma dessas pragas. Isso só confirmará que o destinatário (você) existe e ai vai chover lixo na sua caixa de mensagens.
3) Embustes (Hoax)
Bom, aqui cabe uma função importante: ativar o cérebro. No exemplo acima, quem pode acreditar que apenas enviando (repassando) a mensagem para 20 amigos a Motorola lhe dará um notebook? Primeiro que a Motorola não fabrica notebooks. Segundo que como ela vai saber que você mandou as 20 mensagens? Enfim...
Mas, quando receber essas mensagens, na dúvida consulte:
Hoaxbusters (em inglês)
Quatro Cantos (em portuga)
Google (conhece??)
Vale aquela idéia de que se ninguém aceitasse arquivos de fontes desconhecidas e sem verificá-los, se não respondesse mensagens em massa e se não acreditasse na primeira lorota que lêem, a internet seria um lugar muito mais agradável para se freqüentar.
A volta de um clássico
O sonho não acabou!
sexta-feira, novembro 10, 2006
Dancem humanos, dancem
Vale a pena dar uma espiada na página do autor do texto (aliás uma página bem interessante): Ernest Cline
sábado, outubro 28, 2006
TOY DOLLS
DIG THAT GROOVE BABE!!
Quem disse que o roque em roul está morto?
segunda-feira, outubro 16, 2006
Scientific Method
É incrível como um cérebro desenvolvido e um polegar opositor eficiente, na presença de boas doses de café, podem gerar coisas tão preciosas. É o caso do engenheiro mecânico Jorge Cham criador da Phd Comics (Piled Higher and Deeper), a página mais criativa, bem-humorada e inteligente da rede mundial de computadores. Cham, aparentemente trocou a mecatrônica por lápis e papel e com um humor ácido publica desde 2002 pequenas tiras que retratam o mundo acadêmico e universitário. É realmente algo que vale a pena conferir. Principalmente se você sabe o que significa a expressão "ocupado escrevendo minha tese no LAB".
Segue uma amostra do trabalho do cara (uma das minhas tiras favoritas!)
Abraços
(Clique na imagem para aumentá-la)domingo, outubro 15, 2006

>: Volta e meia, janelas se abrem sem pedir licença
>: Muitas vezes se fecham, de repente, na minha cara
>: Outras dão aviso prévio, mas, nem sempre estou olhando
>:
>: Desligo e ligo;
>: Ligo e desligo;
>: 1
>: 2
>: 3
>: 4
>: 5
>: 6
>: 7
>: 8
>: 9
>: 10
>: Ligo;
>: Tiro e queda!
>: Costuma funcionar
>:
>: Atualizando: costumava
>:
>: Hoje, ele queimou
>:
>: E não sei se existe mais concerto
>: Máquina velha, cansada
>: Por dentro já um tanto empoeirada
>:
>: Talvez, esteja na hora de me aposentar
>: Voltar pro começo, papel e caneta
>: Um recomeço, sei lá
>:
>: Por hora, tudo que quero é
>: desligar...
>:
segunda-feira, outubro 02, 2006
É mole?
Mas, boas notícias quase sempre trazem más notícias. Apesar de achar que o povo brasileiro está amadurecendo em termos de cultura política, teremos que engolir as seguintes figurinhas recém eleitas:
FERNANDO COLLOR (eleito senador pelo PRTB/AL)
MALUF (eleito deputado federal pelo PP/SP)
CELSO RUSSOMANO (eleito deputado federal pelo PP/SP)
CLODOVIL (eleito deputado federal pelo PTC/SP)
ENÉAS (eleito deputado federal pelo PRONA/SP)
Outros mensaleiros, sanguessugas e picaretas que voltaram à cena política:
Antônio Palocci (SP), José Genoíno (SP), João Paulo Cunha (SP), José Mentor (SP), Paulo Rocha (PA), Ricardo Berzoini (SP), Valdemar Costa Neto (SP)
É, apesar do mensalão, sanguessugas e cia, ainda precisamos aprender a fazer a faxina no salão de festas da política brasileira!
É incrível a cara-de-pau do presidente Lula. Além de apoiar Collor é cínico quando se refere aos mensaleiros e picaretas que foram (re) eleitos. Confiram aqui.
sexta-feira, setembro 29, 2006
A GRANDE MURALHA ESTADUNIDENSE
Agora imaginem a dinheirama para construir esse brinquedo. E para monitorá-lo? Nem se fala.
Existe um forte argumento lógico contrário ao muro: A maioria dos imigrantes ilegais não cruzam essa fronteira, são aqueles que ficam no país após o visto expirar, diz o senador Edward Kennedy. Para Kennedy a construção do muro é jogar dinheiro fora.
Caro Edward, jogar dinheiro fora? Santa inocência. O senhor podia ser mais sincero dizendo a verdade. Essa é a maneira típica do seu país para transferir dinheiro do governo para setores que apoioam a Casa Branca. Vide a atual Guerra no Iraque. Só para citar um exemplo, a Bechel Group abocanhou 680 milhões de dólares para começar a reconstrução do país. Uma fatia pequena dos estimados 100 bilhões de dólares que serão necessários. Interessante método de levar a democracia para um país: destruir e reconstruir. Agora, com certeza é uma maneira ótima de aquecer uma ecônomia que ia mal das pernas.
Mas, imagino que um muro de 1 milhão e 200 mil metros, patrulhado dia e noite, deverá sair mais barato.
Curiosamente, essa é a maneira que vocês inventaram de passar a imagem de uma nação democrática e, principalmente, de "semear" a democracia pelo mundo. Resta saber se uma democracia pode germinar quando regada a sangue e ódio, impostos goela abaixo. A história sinaliza que essa estratégia não funciona muito bem.
PS. 1 - O fato me lembrou uma música dos Dead Kennedys, "The Great Wall", confirmando que Jello Biafra sempre foi um visionário.
PS. 2 - Ler a notícia publicada pela Folha Online
quinta-feira, setembro 28, 2006
Que país é esse?
terça-feira, setembro 26, 2006
Animação
Um espetacular desenho de Louis Clichy, com trilha de Michel Emer.
Qualquer semelhança com o mundo real não é mera coincidência!
sábado, setembro 23, 2006
Eleições 2006 - Parte II
TRANSPARÊNCIA BRASIL
UOL Eleições
Políticos do Brasil
Na mesma linha da ONG Transparência Brasil, mas traz dados de praticamente TODOS os políticos do Brasil. Vale a pena consultar antes de votar.
Um dado muito relevante é o número do CPF dos candidatos. Com ele podemos checar sua situação fiscal, por exemplo.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Mi hermano
Por Rafael Novoa, Mi hermano:
Nunca le perdoné a mi hermano gemelo que me abandonara durante siete minutos en la barriga de mamá, y me dejara allí, solo, aterrorizado en la oscuridad, flotando como un astronauta en aquel líquido viscoso, y oyendo al otro lado cómo a él se lo comían a besos. Fueron los siete minutos más largos de mi vida, y los que a la postre determinarían que mi hermano fuera el primogénito y el favorito de mamá.
Desde entonces salía antes que Pablo de todos los sitios: de la habitación, de casa, del colegio, de misa, del cine ... aunque ello me costara el final de la película. Un día me distraje y mi hermano salió antes que yo a la calle, y mientras me miraba con aquella sonrisa adorable, un coche se lo llevó por delante. Recuerdo que mi madre, al oír el golpe, salió de la casa y pasó ante mí corriendo gritando mi nombre, con los brazos extendidos hacia el cadáver de mi hermano.
Yo nunca la saqué del error.
MEU IRMÃO
Nunca perdoei meu irmão gêmeo, que me abandonou durante sete minutos na barriga de mamãe e me deixou ali, sozinho, aterrorizado na escuridão, flutuando como um astronauta naquele líquido viscoso, enquanto ouvia como o cobriam de beijos do outro lado. Foram os sete minutos mais longos da minha vida, e os que posteriormente determinariam que meu irmão fosse o primogênito, e o preferido de mamãe.
Desde então saía antes de Pablo de todos os lugares: do quarto, de casa, do colégio, da missa, do cinema... ainda que isso me custasse o fim do filme. Um dia me distraí, meu irmão saiu para a rua antes de mim, e enquanto me olhava com aquele sorriso adorável um carro o atropelou. Lembro que minha mãe, ao ouvir o golpe, saiu de casa e passou por mim gritando meu nome, com os braços estendidos para o cadáver de meu irmão.
Eu nunca lhe disse a verdade.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Duas semanas para confirmar
Mas é interessante que mesmo não havendo a menor diferença entre apertar o branco ou escrever 666 e confirmar, as duas categorias existem. Alguns poderiam dizer que tecnicamente a categoria NULO não existe, afinal não existe um botão ANULAR. Mas, se eu posso escrever 007 e confirmar, então meu voto foi anulado e, queiram ou não, ele existe.
Encarando pelo lado conceitual e sonoro desses adjetivos dados ao voto (BRANCO e NULO) me ocorreu que socialmente quem vota em branco seria um bundão, um alienado, um preguiçoso; ao passo que aquele que anula o voto seria um revolucionário. Se nos remetermos à época das cédulas de votação isso fica mais claro: ao deixar sua cédula em branco o cidadão dizia "pra mim tanto faz" (abrindo margem até para que alguém da mesa de conferencia marcasse um X no nome do seu candidato favorito), enquanto que o cidadão que rasurava a célula, homenageando a mãe que pariu aqueles engravatados que são pegos com dinheiro na cueca, esses sim, tinham atitude em dizer "vão pra PQP". Enfim, ao menos socialmente, nas mesas de bar, nos diretórios acadêmicos, era assim. Bom, isso talvez seja um eco do passado.
Parece que nos primórdios da democracia brasileira, se houvesse maioria de votos anulados o candidato não poderia assumir, mas depois da Constituição de 88 isso mudou (para maiores informações sobre essa questão eu sugiro que vocês consultem páginas como a do TSE ou usem o Google).
Bom, nada resolvido dia 01-10 elas estarão lá, a opção Branco e a opção de anular o voto. De qualquer forma, tanto faz. Eu acho que a opção de anular deveria ser extinguida. Fácil! Se alguém errar de propósito o número do candidato apareceria uma tela azul com os dizeres:
ERRO FATAL, FAVOR REINICIAR A URNA ELETRÔNICA.
Afinal, no Brasil, votar é obrigatório.
sábado, setembro 02, 2006
De volta com uma história
Aqueles que lembram do saudoso "Perde Filho da Puta" (um blog que era feito por quatro rapazes geniais) irão se identificar com o texto. Boa sorte e abraços!
Cometeu o maior erro de sua vida fazendo aquilo que julgou ser a coisa mais acertada de todas. Decidiu usar seu super-trunfo, guardado na manga por décadas, no auge dos 40 e poucos anos. Abandonou todo o racionalismo que, de maneira brilhante, mas atrasada, percebera ser o motivo de todo seu sofrimento - a solidão. Fascinado pelos grandes filósofos o primeiro passo foi jogar pela janela de seu apartamento aqueles que eram seus livros de cabeceira. Naquele dia Kant, Descartes e Leibniz aprenderam a voar. No fundo da gaveta, buscou a velha agenda de telefones e, decidido a seguir em busca daquilo que outrora considerara apenas moinhos de vento, ligou para ela. Dessa vez não iria convidá-la para mais um café em sua livraria predileta onde discutiriam os devaneios de Nietzsche. Não, daquela vez seria diferente. Iria olhar no fundo de seus olhos castanhos, pegar em suas mãos delicadas e dizer o quanto a admirava. Sem ensaio, sem escolher as palavras certas - usaria as que aparecessem na hora - mesmo que isso fizesse Keats pular do túmulo.
Do outro lado da linha, uma voz atendeu:
- Alô?
- Olá, por favor, gostaria de falar com a Fulana. Ela se encontra?
- Quem é?
- Ah, aqui quem fala é Fulano. Sou amigo dela.
- Papai, tem um amigo da mamãe no telefone...
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Com calma olhou para o telefone e com tristeza repousou o gancho. Olhou para a janela, aquela que a pouco havia cuspido seus mestres. Ironicamente, ela nunca lhe parecera tão grande. Pior, parecia que estava sorrindo para ele. Um sorriso debochado.
E então desceu na tentativa de resgatar aqueles que agora, certamente, eram os únicos que tocariam seu coração.


